Não sei se já tive a oportunidade de dizer isto aqui no tipos, mas eu odeio a seleção brasileira masculina de futebol. Em época de copa do mundo, sou conhecida como a chata que boicota a festa coletiva nos jogos do Brasil simplesmente porque prefiro não me indispor a ficar torcendo para a seleção contrária, seja qual ela for. Por motivo a ou b que pode ser que nem mais exista, a verdade é que eu não gosto mesmo da seleção de futebol masculina e acho difícil que isso mude tão logo.
Mas em época de olimpíada eu sou outra. Torço para o Brasil sim. Torço para esses atletas guerreiros que apesar (sim é apesar) de serem brasileiros estão lá dando o sangue para erguer a bandeira e ouvir o hino nacional. Apesar não porque ser brasileiro é ser menos do que ter outra nacionalidade por excelência. Apesar porque ser atleta do Brasil significa não quase nenhum incentivo e ter conseguido chegar a uma olimpíada por mérito quase que exclusivamente próprio.
Por isso eu torço para a natação, pro judô, pra ginástica, pro vôlei, pro atletismo... Esportistas que acreditaram em si mesmos mesmo sem o próprio país acreditar (porque não acredita mesmo...).
Agora, o que me irrita tanto nas Copas do Mundo quanto nas Olimpíadas é o papo forçado de ser nacionalista, ufanista, patriota por causa do esporte. Seja de locutores, comentaristas, jornalistas, atletas e demais. Dizer que tem orgulho de ser brasileiro porque alguém conseguiu pontos, gols, notas, scores, sei lá o quê, é demais para mim.
Desculpem, eu gosto do Brasil, já disse isso antes. Mas acho que ultimamente está difícil ter orgulho de ser brasileira. Graças ao Daniel Dantas e a tudo que ele representa. Resumindo, é isso mesmo.
Repito, atletas: vocês estão aí apesar de serem filhos do Brasil. Não por causa disso. É triste. Mas eu penso assim. Será que estou errada?esse com certeza não é o meu melhor texto... que venha a enxurrada de crítidas. Google surfers: sintam-se em casa!
Publicado em 11 de agosto de 2008 às 09:58 por mazimendes