Da série: Sobre o desejo de ser... francesa (ok, tô com falta de assunto ultimamente)


Eu não gostaria de ser uma mulher francesa em primeiro lugar porque elas são meio feias (basta ver que a primeira dama do país é italiana). Segundo que, por causa do feminismo que foi tão forte lá, hoje elas são mal amadas e os homens têm medo delas.

Mas eu queria morar em tempo na França. Ou melhor, em Paris. Simplesmente pelo glamour, charme, nostalgia, história, arte e cultura que a cidade exala (e respira). Apartamentos velhos, pequenos e feios, com escadas que rangem e cozinha para meia pessoa, em prédios antigos, chiques e lindos (por fora). Custo de vida caríssimo. Pessoas antipáticas e metrô lotado no horário de pico com aquele cheiro característico que emana do corpo não muito limpo de alguns europeus.

Queria morar em um destes apartamentos e sair todo dia de manhã para o trabalho, depois de tomar meu café da manhã de croissant au chocolat e jus d’orange. Andar pelas ruas parisienses com um casaco claro até o joelho e uma boina bege (quer maior clichê), parar em frente a uma vitrine de loja de grife e ficar sonhando com Dior, Chanel e Hermés.

Ao final da tarde sentar num Café (acho que tenho fixação por cafés) no Quartier Latin pedir um crêpe au fromage ou au chocolat (lá se vão mais uns 15 kilos para a barriga, quadris e coxa). Nos finais de semana, ir a um museu pequeno depois de conhecer de cor o Louvre, Orsai e Versailles, sentar num parque num dia de sol ou assistir a um teatro, musical ou filme no inverno e de noitinha ir a um bar na região da Sorbonne beber Stella Artois.

Aprender bem a língua française! Fazer biquinho e arranhar a garganta...

Voltando às comidas (por que será que eu me interesso tanto pelas comidas?), queijos, iogurtes, pães, crepes, sanduíches, chás... Comida rebuscada como escargot, foie gras, caviar e canard – hum, tô fora! Cadê uma cantina italiana para eu almoçar?

Passar um feriado de verão na Riviera Francesa e do inverno em Grenoble. Ir a Londres, Amsterdã ou Bruxelas num feriado prolongado. Mas, antes de tudo isso, decorar cada centímetro da capital francesa...

mon appartement... qui sais?


 

Da série: Sobre o desejo de ser... italiana

Ah, eu queria morar na Itália. Não sei se para todo o sempre, mas por um tempo. Gosto do povo italiano. Povo animado, fala alto, xinga, grita, mas é educado. Homens que desrespeitam as mulheres (as suas e as dos outros), mulheres que não deixam barato dentro de casa. E que língua mais linda!

A comida... hummm. Culinariamente falando, acho que já sou meio italiana. Em restaurantes já procuro um prato de massas, tirando que as Cantinas Italianas são a minha opção preferida, sempre, sempre. Pasta! O café da manhã italiano é muito bom. Sobremesa. Sorvete. Café. Vinho...hummm tudo é bom. Desvantagem de morar na Itália: acho que eu teria uns 100 kilos.

Queria ter roupas bem feitas (não necessariamente de marca), ter a possibilidade de comprar high fashion em liquidações ou brechós, bolsas e sapatos italianos. Produtos de alta qualidade, tecnologia, acesso.

Queria morar em Firenze (Florença). Cidade pequena, antiga, cultural, povo bonito... Me imagino fazendo um curso ligado a artes, sentada em um Bar, tomando cappuccino ou cioccolato caldo (que mais parece um danette) na Piazza della Republica discutindo a política corrupta antes de pegar meu smart (o carrinho dos meus sonhos) e ir para meu apartamento afastado do centro num edifício antigo mais bem conservado por dentro... Aos finais de semana passear pela Toscana, Marche, Emiglia Romagna e Umbria, em feriados prolongados ir ao Sud, Nord, sul da França ou Suíça e nas férias e ferragosto ir mais longe na Europa...

Queria um salário mínimo que permite ter um padrão de vida confortável. Ter acesso a serviços públicos de qualidade, segurança, saúde, benfeitorias. Consciência social coletiva. Educação para todos.

Mas a Itália não está nem perto de ser um lugar perfeito. Sei que existem muitos defeitos e que em pouco tempo eu já estaria reclamando deles. A Jana Ávila pode explicar muito melhor do que eu o modo italiano di vivere, mas eu digo que de toooodooooos os países do mundo, io vorrei abitare in Italia!

firenze...


 

Da série: sobre o desejo de ser... americana

Não. Não tenho nenhum desejo de ser americana. Nem tenho vontade de morar nos Estados Unidos – passear já é outra história. Tenho alguma vontade de morar na Itália, Chile, França, Inglaterra e talvez Argentina. Mas não nos Estados Unidos.

Infelizmente (sem querer ser hipócrita) gosto de produtos culturais americanos – e ingleses e irlandeses e franceses e italianos e até japoneses. Gosto de algumas coisas da sociedade americana, como a ambição por trabalho e ganhar dinheiro (queria entender o fato de todo mundo, com um mínimo de educação e formação, ganhar o suficiente para viver bem, quando não com luxo).

Mas eu não gosto da sociedade americana. Da hipocrisia moralista de se acharem os detentores do código de ética mundial e se chamarem a polícia do mundo, mas que só atua para defender a população das “periferias” onde existe petróleo. Não gosto de suas regras sociais extremamente rígidas em que losers sofrem bullying dos populars e garotas devem perder a virgindade aos 16 anos (sweet sixteen) porque aos 15 são whores e aos 17 estão velhas demais. Detesto a falta de problemas reais com que se preocuparem que geram crises existenciais imbecis do tipo “você me faz feliz, mas eu preciso me fazer feliz em primeiro lugar”. Odeio quando dizem que os brasileiros são o povo mais “caliente”, mas tem músicas como “I’ll take you to the candy shop, I’ll let you lick the lollypop”, “programas” como o “Girls with low self-steem” e mostram a sua verdadeira cara em realities como The Bachelor e Temptation Island.

Mas eu gostaria que o Brasil fosse um pouco mais parecido com os Eua. Queria que nosso governo se preocupasse um pouquinho só com a sua população. Atuasse em nosso benefício de vez em quando. Defendesse os nossos interesses só para variar um pouco. Queria poder ter a certeza que me formar em uma boa Universidade (na medida do possível), depois de muito estudo, me garantiria um bom emprego e um futuro tranqüilo. Queria seguir algumas regras sociais e ter a certeza de que certas coisas devem acontecer em um determinado período da vida.

Essa minha visão é meio confusa, eu sei. Gosto de televisão americana, produtos americanos, música americana, filmes americanos. Mas não gosto de americanos. Em compensação não sou muito chegada em música brasileira (há exceções, principalmente das antigas), televisão brasileira para mim se resume em telejornais e o Pânico na TV, filmes brasileiros... só os pops. Mas gosto dos meus brasileiros (meus porque acho que gosto dos brasileiros que conheço, e que gosto...). Tem muito brasileiro que eu não gosto também.


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Coisas da imprensa

Já há alguns meses escolhi a Band News como minha rádio de preferência. Não que eu escute exclusivamente a Band, já que troco de estação em todos os intervalos e a cada meia hora quero ouvir o repórter CBN (além dos “2 minutos pelo mundo” da BBC Brasil).
Gosto mais da Band News primeiro pelo noticiário local - infinitamente melhor que o da concorrente com seu Geraldo Mazza falando abobrinhas sobre tudo. Segundo porque gosto do clima mais leve e descontraído dos locutores e repórteres. Mas acho que existem muitos exageros em algumas situações.
O que é a “coluna” do José Simão na rádio? Ok, ok deve ter muita gente que aprecia este tipo de humor, mas acho irritante ao extremo as gargalhadas (na maioria das vezes forçadas) do Boechat e do Megalli. E ainda tenho ouvir trechos do quadro durante todo o dia... hora de mudar de estação.
Os locutores da hora do almoço também exageram nas gracinhas e piadas. Acho muito boa a liberdade dos apresentadores tecerem seus comentários, é um dos motivos de eu gostar da rádio, mas eles acabam falando muitas bobagens e absurdos – o lado bom é que os ouvintes também não deixam barato e eles vivem fazendo retratação de suas opiniões no ar.
Gosto da agilidade da Band News, conseguida graças à participação enérgica dos ouvintes. Uma situação recente que achei ótima (para mim um exemplo excelente de para quê os meios de comunicação podem ser úteis) foi quando do último aumento do preço da gasolina e os ouvintes ligavam avisando os postos onde o preço ainda era o antigo.

Ainda não sei dizer se gostei da nova Gazeta do Povo. Acho que a tentativa de mudar e melhorar é muito válida. Com relação à aparência, com toda a minha “leiguice” achei que ficou um bagunça. O interior das páginas ficou mais leve, com mais atrativos visuais (info-gráficos, olhos, subtítulos). Mas os “cabeçalhos” dos cadernos não seguem padrão nenhum... não entendi. O site ta mais bonitinho também... e só.
Sobre a nova distribuição do conteúdo (porque o conteúdo em si, achei que não mudou muito), vai precisar um tempo para a adaptação. Somente depois de me adaptar é que vou poder dizer se achei que melhorou ou não. A Gazeta está tentando se aproximar do Estadão, será que é uma boa idéia?

E a conclusão para este post é: ninguém perguntou a minha opinião, mas eu quis dar mesmo assim.

A conclusão número dois é que eu sinto muita falta de estar neste meio das redações, no mercado jornalístico. Mas, se Deus quiser e der tudo certo, não será por mais muito tempo...


 
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