Post 2 - Nostálgica

Hoje é dia de mudança de casa.
O que significa que ontem a noite eu fiquei remexendo coisas velhas, papéis, lixos, tranqueiras, etc...
Achei muita coisa que me trouxe lembranças boas, cartas carinhosas, fotos e bilhetes de amigos que fazem falta. Mas de todas essas velharias, uma me chamou atenção. Quero usar este espaço público para um pedido de busca de uma pessoa que, infelizmente, não lembro quem é... Bom, esta pessoa me mandou uma cartinha (a qual publicarei abaixo) que me deixou muito curiosa. Eu devia ter uns 14, 15 ou 16 anos na época. Ou seja, já faz uns 8 anos no mínimo. Se um dia você ler isto aqui, por favor se identifique!

Eis a cartinha

"Oi Marcela, puxa vida, apesar de ter me sacaneado aquele dia no seu colégio, pois é (aliás, você vive sacaneando), bom deixa pra lá, hoje eu não vou brigar.

Que o Cara lá de cima lhe envie os dons do Espírito Santo para que você tome juízo, quero que você seja feliz, que você seja mais amigável, simples de coração, você é legal por dentro, eu sei, mas faz esse jeito que dá nos nervos, mas deixa pra lá, o que importa é que desejo toda a felicidade do mundo, do fundo do meu coração, e que um dia sejamos grandes amigos, porque você tem potencial, basta acreditar.

Te adoro (apesar das sacaneadas)

Se precisar de um ombro amigo, lembre-se que eu tenho dois.
Beijinhos

Marcos

Ps- gostaria de estar aí neste momento para te dar um abraço"



Marcos: quem é você???? O que eu fiz para você???

O que me deixou mais intrigada é que eu achei outros bilhetinhos dizendo que eu era brava, que fazia cara de mau, eu pedindo desculpa pelo meu mau humor!!! Quem era essa pessoa? Eu não lembro de ser assim... juro que não.

Então, este é o mistério. Infelizmente não fiquei amiga do tal Marcos, e hoje nem lembro quem ele é... mas queria muito lembrar esta história. Coisas da Vida!


 

Ser vip



Quatro eventos seguidos em que fui (quase) vip. Todos de graça, na fila do gargarejo, com direito a paparicos, brindes e encontrar muitos outros vips.

Assistir a (uma parte de) um show, com mais meia dúzia na platéia, sendo que o povão (hohoho) pagou mais de 300 conto e ainda saiu xingando a organização de tudo o que é nome, de graça: não tem preço.

Jantarzinho com mais de 20 opções chiquetérrimas de pratos, de graça: também não tem preço.

Evento de moda e música, com apresentação de bandas curitibocas boazinhas, humorista famosão, bate-papo com celebridades da moda, performance de corte de cabelo deslumbrante e desfile de lingeri à la Victoria’s Secret com showzinho do Marcelo D2 a menos de meio metro de distância, de graça: não tem preço mesmo.

Coquetel com champagnes Mumm, sambinha, famosos, bem sucedidos e muitos conhecidos das antigas, de graça: não tem preço de jeito nenhum.

Só digo uma coisa: estou me sentindo um nojo! Há.

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Eu amo o Brasil

É verdade. Eu amo mesmo. Meio como os irmãos que não se gostam se amam. Meio que para afastar os google surfers de me malhar só pelo verdadeiro título do post. Mas, no fundo, no fundo, amo.

Mas o Brasil não merecia ser amado. O território onde está o Brasil merecia. As pessoas que nasceram aqui e foram ficando meio por falta de opção mereciam. O que cresce nesta terra merecia. Mas não o país.

O Brasil é do mal. É um país que não se importa com os seus filhos. É um país que suga o que pode dos seus filhos e não devolve o mínimo necessário. É um país que vê seus filhos sofrerem, morrerem, irem embora de revolta, mas não muda uma vírgula de sua própria história.

Se o Brasil fosse um pai ou uma mãe, já teria sido abandonado pelos descendentes. Estes teriam se mudado para a casa de uma tia ou mesmo a rua pareceria mais agradável.

O pai Brasil e os irmãos brasileirinhos têm como suas preferidas as pessoas erradas. Como na parábola do filho pródigo, o pai gosta mesmo é do filho fanfarrão. Do filho que se dá bem. Do filho que não quer, e na verdade nem precisa, trabalhar. Nos dois extremos: aquele que nada tem, mas sabe que vai ganhar do pai; ou aquele que tem de tudo, que nunca vai acabar e que sempre consegue mais.

O filho que se esforça - que faz a sua parte e entrega o que pode (e não pode) para o pai ajudar os irmãos -, esse só toma na cabeça. Ele não pode desfrutar o rendimento do seu trabalho. Se o seu salário permite uma vida melhor, ele se esconde de medo de tirarem o que é dele (e ele sabe que o pai nem se mexe para tentar devolver ao filho que perdeu). Ele paga do bolso pelas coisas que seu pai deveria dar – não por obrigação moral de pai, mas porque ele paga por isso também. Ele ouve o tempo inteiro as malvadezas que seus irmãos fazem, e descobre logo em seguida que o pai não dá nem uma palmada. Mas o dia em que ele sair da linha, ele sabe que o castigo virá a cavalo.

Não estou falando de governo. Não estou querendo dizer que sou uma coitadinha vítima e sem culpa de nada – tenho muita culpa sim. Não estou dizendo que lá fora é tudo de bom – eu sei que não é tudo, mas em alguns lugares chega bem perto. Apenas estou revoltada com a declaração do meu “Imposto sobre salário”. Imposto sobre salário porque eu não tenho renda. Tenho o salário que recebo pelas minhas horas trabalhadas. E se alguém me perguntasse, eu diria que esta não é forma como gostaria de gastá-lo. Nem de longe...

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Les Livres

Estou numa fase absolutamente (e absurdamente) preguiçosa para ler livros. Mas o pior mesmo é que ela já vem durando uns 4 meses.

Não posso dizer que não encontrei coisas boas para ler. Ano passado comecei a ler um best-seller água com açúcar... e não consegui terminar! E agora não sei onde ele foi parar e nunca vou saber o fim do drama do pai que deu a filha deficiente para a enfermera da clínica (sem a mãe saber!!!)... Droga! (se eu realmente quiser saber o final, eu tenho como. Mas um dia ainda quero terminar essa desgraça).

Se com o best-seller não funcionou (para sair da fase preguiça) peguei um livro bom. Mais um do Saramago. História boa, livro curto. Mas... tá-dah! Já faz 3 (três!!!) meses que estou lendo e não consigo terminar... Leio um pouquinho no café da amanhã. A noite não consigo mais (deito na frente da TV e capoto em 10 minutos). Antes tinha um tempinho livre no trabalho. Agora... impossível.

Fico angustiada com esta situação. Quero terminar o livro atual porque estou muito curiosa com o final. E tem tanto livro na fila... Bons bons e bons pops.

O que fazer? Alguém aí tem uma receita para sair desta fase?

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