Má notícia

Receber uma má notícia é terrível. Se é dos outros e você está perto, uma palavra de consolo ou um simples abraço. Se a pessoa está longe, um telefonema para dizer “estou aqui para você” pode fazer a diferença.

Mas se a má notícia é sua. Se diz respeito a você mesmo. Se é você quem deve contar às pessoas. Não temos preparação para esta situação. Você não quer ouvir as palavras de consolo (aquelas que você dá quando a notícia é dos outros). Essas palavras parecem vazias.

Se a notícia ruim é de algo que não lhe afeta muito agora, mas que irá mudar a sua vida num momento crucial, aquele momento para o qual você faz planos desde criança. Como lidar com isso? O que fazer com esta informação que você não queria saber tão cedo, mas que é melhor saber agora do que quando for tarde demais? O que dizer para a outra pessoa que também terá a vida afetada por esta informação? “Saia antes que seja tarde”? E se não existir forças para dizer isto?

E se você passar a ver coisas antes tão naturais com outros olhos? E se a notícia boa dos outros passar a ser motivo de lembrança ruim para você? E se a vida ficar um pouquinho mais triste ou, no mínimo, complicada depois daquele resultado?

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Sobre viajar e outras coisas...

Eu acho que uma das melhores coisas desta vida é viajar.

Viagem boa é aquela planejada. Para um lugar novo ou para algum lugar que eu gostei muito de ter ido. Ficar em hotel. Tomar o café da manhã de hotel Fazer passeios diferentes. Falar uma outra língua, quem sabe. Ver museus. Assistir a musicais. Tirar fotos nos pontos turísticos. Comer a especialidade da região. Fazer compras de itens locais. Ver neve. Entrar no mar azul ou verde claro. Caminhar nas dunas. Andar de barco. Ficar olhando o mapa da cidade de noite. Comprar um guia novo. Andar de avião. Arrumar a mala. Ligar para os que ficaram e contar sobre o lugar. Revelar as melhores fotos. Montar um álbum com as legendas. Ver este álbum 1 milhão de vezes. Colocar algumas fotos novas no orkut...

Tem outro tipo de viagem que é boa. A viagem em turma. Fazer bagunça. Ir dormir tarde. Comer juntos. Tirar fotos juntos, com um e com outro. Se reunir depois para compartilhar estas fotos. Planejar a próxima viagem juntos...

Outra viagem gostosa é a tipo família. Ir para a praia, para a casa da vó ou da irmã que morava longe. Entrar na vida dessas pessoas. Fazer compras em outra cidade. Trazer uma coisa nova para casa.

Não suportaria ter que viver viajando. Ao mesmo tempo que gosto tanto de viagens, sou muito caseira. Sempre adoro a volta para casa. E viagem frequente a trabalho deve ser um saco. Meu pai e irmã que o digam.

Eu gosto tanto de viagens que me empolgo até com as viagens dos outros. Se alguém me fala que vai viajar, eu procuro na internet sobre o lugar, se é uma pessoa próxima, tento ajudar no itinerário. Fico ansiosa para ver as fotos. Fico até indignada se não vejo as fotos. Se peço uma encomenda ou a pessoa diz que vai trazer um presentinho, não sossego enquanto não vejo. Gosto de ver o que as pessoas trouxeram para elas mesmas. Fico perguntando histórias. Se gostou de tal lugar, de tal coisa, se foi em tal passeio. Não gosto quando ouço alguém dizer que foi para algum lugar legal e não tenho muita intimidade para fazer o questionário. Adoro xeretar o orkut dos outros quando tem fotos de viagens. Não gosto quando a pessoa não diz onde é.

Se Deus quiser vou conseguir viajar muito na minha vida. Talvez não com a frequência que gostaria. Provavelmente não com direito a tudo que gostaria (comer em restaurantes, ficar em hotel 4 estrelas, fazer todos os passeios). O jeito é se deliciar com a viagem dos outros. E planejar as viagens imaginárias muitas e muitas vezes, até que se tornem realidade...

eu em algum lugar do mundo


 

Tem que ter habilidade

Carnaval bom.

Por alguns momentos de bundice, quase que eu perco um dos melhores carnavais da minha vida... Galera gente boa, comida boa, tempo bom, bagunça boa. Almoços às 8 da noite, torrão no sol da 1 da tarde, 1 hora de balada. Casa para 6 com até 15 pessoas dentro. A grande campeã do poker da praia (engulam isso)...

Resolvi escrever este post não para falar do meu carnaval, afinal de contas isto aqui não é um diário. Quero contar sobre o “créu” e sobre como eu queimei a língua. Todo mundo sabe que cada ano tem um hit de carnaval. Quando eu soube qual era o hit deste ano, quase me enforquei. Foi em uma reportagem do fantástico (blergh) que fiquei conhecendo o créu... Pensei: “oh meu Deus! Para onde este mundo vai... como estes pais desnaturados deixam suas crianças sequer ouvir estas porcarias, quanto mais dançar, tsic, tsic”.

Créu é um funk. Um funk chato (vejam que grande obra-prima da poesia no leia mais). A dança é chata. Repetitiva (eu gosto é de desafios coreográficos). A primeira vez que ouvi a música pós fantástico coloquei a mão na testa e pensei: “não acredito que isto esteja acontecendo”. Na terceira dei risada de um amigo que dançava engraçado. Na quarta pedi para este amigo dançar de novo. Na quinta dancei junto com o amigo. Na sexta todo mundo fez rodinha para dançar junto. Na sétima, oitava em diante... era eu mesma cantando o créu. Vergonha, vergonha... agora passou o carnaval e tudo que restou foi a vergonha do créu.

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Próximo capítulo: “Quando ela me vê, ela mexe. Piri, pipiri, pipiri, piri piriguete...”
Agora, dá licença que eu preciso baixar o MP3 do Créu para colocar no meu IPOD...

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