Dirrrty Pop

"Vamos montar um estacionamento de barcos em Curitiba?"

Não lembro a última vez que peguei um voo no horário nesse país. Ok, ok. Viajo super pouco. Mas, nessas poucas vezes, meu avião está sempre atrasado. E nada me deixa mais estressada do que esse tipo de coisa: meu precioso tempo (e paciência) disperdiçado.

Nesses (e outros vários) momentos só me vem um pensamento: esse país devia devia fechar as portas e apagar a luz. Ô lugarzinho em que nada (a não ser esquema para livrar a cara de políticos) funciona.

Fui cobrir um evento sobre empresários inovadores. E ouvi uma das histórias mais bizarras que já conheci. Apresentado como grande inovador, o moço, de uma cidade do interior do Pernambuco decidiu criar uma pequena indústria para fazer lavagens de jeans. Ou seja, uma lavanderia.

Mas o detalhe, coisa insignificante na história, é que a cidade do moço não tem água. Só isso. Para que serve água numa lavanderia, né? Enfim, ouvimos o case da lavanderia porque, de tanto correr atrás, o moço conseguiu criar um sistema de tratamento de água. E hoje a empresinha dele lava 120 mil peças/mês (ou algo do gênero).

A pergunta que não quer calar (e não calou, porque alguém da plateia levantou a mão e a fez): por que, raios, o senhor não montou sua lavanderia numa cidade onde tinha água? A resposta foi algo como "eu já tinha casado com a cidade, o jeito era arrumar o casamento e não pedir divórcio". Então tá.

Taí mais um motivo para fecharmos as portas desse país: nós brasileiros não somos empreendedores, inovadores, somos uns jegues mesmos. E aqui me incluo. Fazer o quê.

Publicado em 03 de julho de 2009 às 12:21 por mazimendes

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(Me) Critiquem

Eu gosto de ter o poder de criticar tudo e todos. Não que eu ache que tudo mereça críticas. Ou que eu me ache na posição de ter uma opinião que importe a todos (ou a alguém). Mas é bom ter o poder.

Simplesmente porque o direito a opinião é democrático. Não requer qualificação, treinamento, estudos, especialização. Posso opinar até mesmo sobre uma sinfonia musical não tendo estudado absolutamente nada de música. Apenas porque sinto que algo me agrada ou desgrada.

Por isso, me irrito ao ver o crítico ser criticado, cobrado. ''Faça melhor'', diz o medíocre. ''Ah, você não entende nada desse assunto'', revolta-se o indignado. Engraçado como esses comentários só valem quando a opinião é negativa.

Também não quero dizer que toda e qualquer opinião seja válida, do ponto de vista do avaliado. O espaço de reclamações e elogios está aberto a todos, isso é fato. No entanto, quais opiniões têm de fato uma informação construtiva, relevante? Isso só cabe ao criticado decidir.


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Há cerca de uma semana "instalei" uma espécie de contador de acessos aqui no meu blog. É essa caixinha vermelha ali do lado. Sempre tive curiosidade de saber, afinal, quantas pessoas se aventuravam por essas minhas "páginas".

Pois bem. Tive uma surpresa boa e uma constatação ruim. Descobri que tenho uma média de 50 acessos (ou cliques, sei lá) diários. Bom, né?

Mas, por outro lado, logo cheguei a conclusão que eu não devo ser muito interessante... vide o baixo número de comentários que costumeiramente recebo.

Nem por isso vou pedir para "por favor, deixarem um recadinho quando vierem me visitar", ok? De novo, é só para constar.

Publicado em 24 de junho de 2009 às 09:20 por mazimendes

Os pés podem tudo

"Tudo o que é preciso fazer é confiar em mim. Veja o que eu posso fazer com os meus pés. Sinta o ritmo por dentro'', diz a letra do artista de hip-hop pop norteamericano Chris Brown (Forever). Talvez sejam essas as diferenças da dança de rua para qualquer outra.

Existe técnica. Existe aprendizado. Existe sequência, repetição e coreografia. Só que, sem o chamado ''feeling'', não é nada. O movimento está nos pés. Os braços seguem o instinto. Mas, o sentimento está na boca do estômago. É ali que nasce a força, a pegada, a raça.

Os malabaristas do asfalto se quebram em pedaços. Colocam mãos no lugar dos pés. Invertem a lógica do joelho. Brincam com a gravidade. Brincam, mas não desdenham dela. No hip-hop, o salto é para baixo. O corpo busca o chão.

Por mais contraditório que pareça, a música nessa dança é tudo. E é nada. A mente tem que estar na melodia. O coração tem que se sincronizar com a batida. Só que, se não há música, ''não dá nada''. A batida é da boca. A melodia é a história do gueto, sentida nas imitações dos passos e na expressão fechada.

Seja nas calçadas de um shopping, no festival internacional de dança ou na balada ''black'', b-boy e b-girl são todos ''mano''. A batalha, no nome, é uma aula. O vencedor é o professor do dia. A sequência premiada é a lição.

A foto não capta o começo e o final. Mas, nas fotos de Diego Singh, o movimento não parou. Os músculos espasmam. O corpo cai. Sobe. O pé ginga. Quase dá para ouvir a música. É só prestar atenção...

Publicado em 15 de junho de 2009 às 09:24 por mazimendes

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Sim, 18 pessoas – entre repórteres, diagramadores, fotógrafos e editores – foram limados da sucursal Curitiba da Folha de Londrina. Assim. De um dia para o outro. Sem maiores explicações. Culpa da crise.

O clima foi ontem – e provavelmente será hoje – de velório. Muitas despedidas e lágrimas. Uma vez, duas vezes e talvez uma terceira vez. Despedida das pessoas maravilhosas. Despedida de um sonho que desceu pelo ralo.

Hoje, só o que podemos esperar é bola para frente. Seja para quem foi ou para quem ficou. Nós, autointitulados náufragos, levaremos o barco. Manco. Muitos remos faltantes. Não temo por quem foi. Muito em breve estarão melhores do que nós. Mas, agora, a vida é simplesmente uma merda.

Não queria fazer um post poético. Nem melancólico (impossível). Só queria registrar. Acabar com especulações (se é que ainda existe alguma). Foram 18, ficaram 16.

Publicado em 09 de junho de 2009 às 09:52 por mazimendes

Onaluf, o puxa-saco

Esta história é fictícia. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Não é baseada em fatos reais. Não é inspirada em nenhuma pessoa real. Ela se passa em uma cidade imaginária, lá no Oriente Médio, chamada Abitiruc. Ela não é grande nem pequena. Nem é capital do estado.

Abitiruc tem um prefeito. E como todo máximo de um executivo local, o prefeito Oteb participa de eventos para assinar documentos e inaugurar obras. Ele também costuma fazer um pequeno discurso (quer dizer, o tamanho do discurso é sempre proporcional ao tamanho da plateia). Mas essa história não é sobre o Oteb.

A história é de Onaluf. Ele é um cara simples. Mora na periferia da cidade, em uma casinha humilde com sua esposa e seus dois filhos. Logo no começo da gestão do prefeito, Onaluf, que estava desempregado, soube que o gabinete faria uma seleção para um emprego.

Depois de uma fila de 40 minutos, chegou a sua vez. O entrevistador apenas olhou-o de cima-embaixo, perguntou o nome e pediu para ele bater palmas. Meio desconfiado, ele bateu. Descobriu, no dia seguinte, que tinha conseguido o emprego.

Na primeira reunião com seu superior, as instruções do cargo foram claras: participar de todos os eventos oficiais com o prefeito. Como quem não quer nada, se misturar aos populares (isso incluía puxar conversa fazendo parecer ser um deles e, de preferência, falar bem de Oteb). E, o mais importante: prestar atenção minuciosa no discurso do político e bater palmas fortes a cada quatro ou cinco frases. Ou toda vez que ele citasse uma obra da prefeitura. Ou a cada menção das palavras "povo", "população", "cidadãos", "moradores", "usuários do sistema de ...", entre outras.

E desde então é assim. Onaluf ganha o salário mínimo com benefícios. Trabalha de três a quatro vezes por semana. E pode ser encontrado na plateia de qualquer evento oficial de Oteb. Ou de Oãiuqer. Ou de Alul. Mas, pelo menos, Onaluf ganha para isso. Porque não é difícil acharmos muitos Onalufs por aí, fazendo o mesmo teatrinho de graça.

Publicado em 04 de junho de 2009 às 11:38 por mazimendes

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Autista

Não gosto de histórias de terror. Mas, assim como relatado em um post recente, tenho uma relação estranha com esses causos: a curiosidade mórbida. Primeiro eu evito saber. Sempre fiquei longe das rodinhas. Não começo a assistir o filme. Mudo de canal até na propaganda dos programas do tipo “fantasmas” do Discovery Channel.

Mas, uma vez que estabeleci o contato com qualquer forma de conto de terror, a curiosidade é sempre muito grande. Se assisto o trailer, quero saber o final. Se ouço o começo da história, não consigo me desligar. O problema é que eu sou altamente sugestionável por esse tipo de coisa. Geralmente tenho pesadelo depois. No mínimo, fico com a história na cabeça por muito tempo.

Como no domingo, voltando de viagem de São Paulo. Depois que anoiteceu e a estrada ficou escura, em pouco tempo puxei da memória uma história de terror que sempre me dá arrepio. Ei-lá:

O motorista vinha pela estrada, à noite, sozinho. Avista uma pessoa, aparentemente ferida, na beira da estrada, pedindo para o carro parar. Era um homem, jovem. O motorista para. O jovem implora que ele ajude sua esposa. Após uma derrapagem, o carro desceu a ribanceira e a moça, grávida, está presa nas ferragens. Comovido, o motorista decide ajudar.

Desce o barranco e encontra o carro, bastante danificado. Logo percebe a jovem, com gravidez avançada, muito ferida. Ela está em estado de semiconsciência. O senhor se aproxima e começa a puxar a moça, preocupado com riscos de explosões pelo cheiro da gasolina que vazava.

Em meio ao gesto, ele percebe que há uma outra pessoa no carro. Quando olha bem, é o jovem que parou seu carro na beira da estrada. Está morto.

Enfim, pensando ela aqui, na mesa do meu trabalho, com a luz do dia, não sinto quase nada. (Quase... porque sinto, sim, um friozinho na barriga). Mas, na estrada, de noite... vejo a cena claramente e rezo baixinho para que nenhum homem ferido e maltrapilho apareça no acostamento. Hehe

Ps. O título do post é uma combinação da minha mente fértil e meio abobada por se fixar nessas coisas com a historinha em questão. (Autista = motorista em italiano... engraçado).

Ah, também morro de medo de ETs. Qualquer dia falo mais sobre isso.

Publicado em 02 de junho de 2009 às 10:22 por mazimendes

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Eu não uso óculos

Eu admiro as pessoas que têm uma visão diferente sobre o mundo. Invejo quem consegue enxergar poesia em tudo, quem passa o superficial e forma opiniões contundentes sobre os fatos, quem vê e faz ironia com as histórias – sem se tornar amargo por isso.

Digo isso porque às vezes acho que não reflito muito sobre as coisas ao meu redor. E isso me faz ter um olhar muito comum, simplório de tudo. Tenho conhecido mais pessoas com esse olhar “B”. E sinto: não sei muito como conversar com elas. Pior, me sinto até meio burra perto delas.

O cara que enxerga poesia em tudo é um sonhador. Parece que ele vive num mundo paralelo em que tudo é muito mais interessante do que para mim parece ser. Tudo e todas as pessoas têm histórias fantásticas.

Às vezes acho difícil procurar o que está por trás dos fatos. Tenho certeza que se eu passasse mais tento “praticando esse exercício” me tornaria uma jornalista, escritora e mesmo pessoa mais relevante.

Sobre as pessoas que fazem humor de tudo, elas são realmente divertidas de estar perto. O mundo é uma grande fonte de piadas e, usando ironia e sarcasmo, algumas sabem dar, muito bem, seu recado de indignação.

Só que ultimamente, só o que eu queria era poder me revoltar melhor. Porque a revolta aparece, mas eu não tenho sabido muito o que fazer com ela... Não que eu ache que o ser humano (e, particularmente, eu) tenha muita capacidade de mudar seu comportamento ou personalidade. Mas, com muito esforço, é possível melhorar um pouco, ou não?

Publicado em 21 de maio de 2009 às 10:42 por mazimendes

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Uma safra ruim... assim eu espero

Eu já fui a garota dos seriados. Não perdia um, por pior ou mais idiota que parecesse. Domingo era o melhor dia televisivo da semana porque reprisava todos, oportunidade de rever os que eu tinha gostado ou recuperar aqueles que, contra minha vontade, tinha perdido durante a semana.

Sempre fui mais da Sony do que da Warner. Mas, assistia um ou outro dessa também. Ocasionalmente, em horários alternativos, pegava algum da Fox, Axn, Universal, Gnt, Multishow, People and Arts.

Lembro da época que 80% das séries eram comédia. Era assim: todos os dias, no horário nobre, tinha quatro séries de comédia, de 30 minutos, e uma drama ou não tão comédia, de uma hora. Um dia da semana era exceção, já foi quarta-feira, outra época era segunda. Depois veio a fase dos realitys. Dei chances para praticamente todos. Assisti ao menos uma temporada de Extreme Makeover (de pessoas, não de casas), The Swan, Temptation Island, The Bachelor, America’s Next Top Model, American Idol, Top Chef, Project Runway... Abandonei a maioria.

Sou do tempo em que a grade de programação tinha: Friends (beste ever!!!!), Seinfeld (inéditos), That 70’s Show, Third Rock from the Sun, What about Joan, Sex and the City, Spin City, Newsradio, According to Jim, Everybody loves Raymond, King of Queens, Ally Macbeal, Frasier, Malcon in the Middle, Will and Grace, etc, etc, etc… Isso só para mencionar as comédias.

Descobri que estou muito triste com a programação dos meus canais, antes, favoritos. Não posso dizer que exista uma única série atual na qual eu esteja viciada, que não perca um capítulo e saiba toda a história de traz para frente. As séries atuais que já gostei muito meio que perderam o encanto. Não agüento ver reprise alguma, coisa que já fui de ver e rever quantas vezes estivesse disponível na telinha.

Me pergunto: eu que amadureci, mudei de gosto ou perdi a paciência? Ou realmente estamos em uma safra muito ruim de séries e posso ter esperança de que tempos melhores virão?

Ps. Não deixei de assistir séries. Ainda acompanho (só que bem mal e porcamente): Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Ugly Betty, Samantha Who, Two and a Half Men, Big Bang Theory, The Mentalist, Lost, Heroes, Gossip Girl…

Publicado em 05 de maio de 2009 às 11:51 por mazimendes

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De curioso morreu o gato

Eu sofro de um mal chamado “curiosidade mórbida”. Mas, para mim, ela não diz respeito a querer saber mais detalhes sobre coisas macabras, escatológicas ou angustiantes. Eu classifico a minha “curiosidade mórbida” como uma vontade louca de saber coisas que eu sei que depois não trarão nada de bom e, ainda por cima, têm um grande potencial de me fazerem mal. Não sei se é assim para todo mundo.

Gosto de perguntar sobre o passado de alguém para depois sentir ciúmes de fulana ou ciclana. Pergunto opiniões, apenas para depois amargar a crítica não esperada. Fuço coisas só para me arrepender de ter descoberto algo sobre alguém que não devia.

Como antídoto para minha curiosidade mórbida eu tenho duas características que me ajudam muito. A primeira é que eu tenho a memória muito curta. Graças a Deus (nesse caso), eu esqueço as coisas rapidinho. Quando algum fato me remete àquela informação desagradável que descobri, me dá um “clique”: nossa, verdade, eu já sabia disso. E a frustração retorna.

A outra característica é que, felizmente, eu não deixo esse tipo de coisa abalar as coisas. Posso estar me remoendo por dentro, mas coloco esses sentimentos de lado e sigo a vida.

Enfim, não sei dizer que tipo de benefício essa desgraçada já me trouxe. Acho que nenhum mesmo. Mas, ela sempre volta firme e forte. Se eu fosse um pouco mais racional, nem infligiria esse tipo de maltrato a mim mesma. Mas, às vezes, raciocinar não é o meu forte...

Publicado em 30 de abril de 2009 às 10:54 por mazimendes

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Cibermim

Considero-me uma pessoa até que reservada sobre a vida pessoal. "Até", porque não sou de esconder muita coisa, mas também não sei se podem me chamar de livro aberto. Também não me considero uma pessoa antenada em tendências modernas. Pelo contrário, geralmente demoro a aderir àquilo que muita gente já entrou faz tempo.

Mas, ainda assim, hoje me vejo completamente exposta no mundo virtual. Tenho orkut, facebook, blog, twitter, além de três e-mails. Só não entrei no tal do Second Life porque meu computador, meio velhinho, não conseguiu rodar o programa. Se não, alguém já veria uma marcelinha virtual tentando fazer amigos de todo o mundo.

Acho que perco uma hora por dia (no mínimo) só de entrar em todos os "espaços" virtuais em que me meti. Além de acompanhar o que as outras pessoas andam fazendo. Ler blogs, ver últimas atualizações no orkut, mensagens no twitter. Porque, afinal de contas, quem está ali é para ser visto. E ver.

Para mim, a melhor parte é ver. Nessas horas dá quase para ser aquela mosca na parede que só observa sem ser observada. Na internet, dá para xeretar a vida de todo mundo (que permite, claro) sem que a pessoa sequer imagine. É lógico que aquilo não passa de uma faceta da pessoa, mas não deixa de ser interessante de ver.

Quanto a minha própria exposição, bom tento controlar ao máximo. Gosto de mostrar aquilo que acredito que os amigos gostariam de ver. E aproveito para divulgar meu trabalho e minha arte, a maior vantagem de ter uma grande rede de relacionamentos virtuais. Sempre me questiono qual seria o interesse daquilo que coloco no ar para as pessoas em geral. Afinal, quem sou eu para ter minhas opiniões seguidas e lidas por dezenas de pessoas?

Mas, essa é a beleza da internet e suas comunidades virtuais. A horizontalidade. Somos todos iguais. Não há hierarquia. Não há cargos. Os espaços são os mesmos para todos. Só depende da vontade de querer ocupá-los.

Publicado em 23 de abril de 2009 às 09:33 por mazimendes

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euzinha

Faremos um brinde a mediocridade. Não no sentido ruim da palavra. Não àqueles que se contentam em passar pela vida despercebidos, sem fazer a menor diferença no mundo.

Peço um brinde àqueles são do meio termo. Nem lá, nem cá. Não radicais, nem blasés. Nem os melhores, nem os piores.

Quem nasceu assim. Quem cresceu assim. Meio bonito. Meio legal. Meio popular. Àqueles que, com trabalho de formiguinha, tentam fazer a sua parte, mas não são celebrizados por isso.

Mas não àqueles se contentam em ser médios. Brindemos os que querem mais. Os que lutam para isso.

Mas, antes de tudo, levantemos as taças para quem só quer ser feliz.

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